terça-feira, 27 de janeiro de 2009

meta-.

queria saber escrever. dizem que é questão de erro e tentativa. eu juro que tento.
antes formava palavras desconexas, hoje formo frases desconexas. evolução? com certeza que sim.

resultou em alguma mudança significativa? não.
não para todos.
não consigo me expressar, então não muda para mim.
não conseguem me entender, então não muda para os outros.

acho que me falta competência. sou bom só em inutilidades, como jogos e vagabundages e coisas que causam a admiração alheia : estudos, por exemplo.
mas eu queria ser bom em algo que eu realmente me esforçasse e tivesse começado do 0 : música, escrita, namoro.
incrível que sinto uma estagnação que me sufoca. estes são meus limites? às vezes até acho que regrido.
não.. não sei mais de nada.
danem-se as letras, danem-se as palavras.
danem-se as frases, danem-se os textos.
dane-se o estagnado.

sobre o quarto.

há tempos noto certa influência da atmosfera do meu quarto.
misticismo? nunca fui disso, mas o fenômeno torna-se tão freqüente que começo a pensar sobre o caso.
talvez seja um vicio psicológico, mera travessura subconsciente, mas sinto-me enojado de mim mesmo dentro do meu quarto. incrível porém que acontece exatamente ao entrar no quarto, notava isso principalmente na escola : lá eu era potencialmente tudo, mas no mesmo dia, ao entrar no quarto, resumia-me em nada.

pensei em inúmeras possibilidades além da mística, sendo a mais válida que este é um recanto onde possuo liberdade de intimidade, e ela explode de modo negativo.

é realmente assustador, lembro-me que no passado pensava "é a casa", hoje penso no quarto.
maldito quarto, que já me fez tomar atitudes ridículas. recordo que mais de uma vez tentei entrar em contato com a "coisa", fonte da atmosfera macabra. sonhei mais de uma vez com a coisa me pegando, e até hoje não sei se era sonho ou se estava acordado. malditos sonhos semi-conscientes.

a velha dona se tornou uma depressiva retardada, não quero ser um depressivo retardado. será que foi efeito dessa atmosfera? será que ela criou a atmosfera?

o que mais me assusta é que eu não sei se o que me assombra é alguma coisa ou sou eu mesmo.
não afirmo nada. isso mais me parece uma transferência de culpa.

balbuciando merda - por eu mesmo.

a morte é a mãe de muitos medos, temida por muitos, querida por poucos.

a morte é a síntese final da justiça. todos morrem, não há como morrer melhor ou pior. as pessoas apenas morrem. talvez seja a única coisa certa da vida. talvez perguntas : e o nascimento? esse poderão discordar comigo, mas não acho certo. o feto que morre não chega a nascer.. ele apenas morre. muitos discutem qual é o início da vida, mas nada ponderam sobre a morte - ela é certa.

pq temem a morte? pq querem aproveitar a vida.
a vida é o antônimo da morte, em todo aspecto. Primeiramente, é literalmente o oposto da morte. E é também contrária nas suas decorrências : a vida é injusta, alguns vivem muito e bem, outros pouco e mal; incerta, pois sempre treme sobre o abismo da morte.

deve haver algum tipo de espírito jogador intrínseco nos homens. passam a vida reclamando dos aspectos que sempre vão estar presentes nela, mas procuram fugir da solução de tudo. preferem o incerto ao certo. por que? a morte é mórbida, tediosa, maçante. a vida é perigosa, arriscada. há nisso certa generalização, mas o empirismo nunca foi feito para exceções de qualquer modo.
emoção : move a vida e também faz mortes.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Poema nº89

CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO ABSTRATO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO