quarta-feira, 6 de maio de 2009

tek tek tek...

Korric se prende na própria estaticidade.
T se prende na futilidade excessiva.
E não se prende, porém tende a cair entre o K e o T.

T é epicurista.
E é estóico.
Korric é um desmiolado.

E cresce.
Korric se diminui.
T cresce... só na auto-estima momentânea.

Korric raramente sai de casa.
T nunca entra em casa.
E pode estar em qualquer lugar.

Onde está o E, meu Deus?

domingo, 8 de março de 2009

shewasnotheone.

os sinais eram evidentes. a evidência no entanto, era ignorada - mero medo deste que vos fala.
é incrível como esse sentimento me corrói, algo que vai além de uma simples tristeza. é um emaranhado de coisas confusas que resultam num mal humor rotineiro e desânimo eterno. confesso que nesse estado nada ajuda, ou melhor, tudo atrapalha. o simples fato dela ter amigos do sexo masculino na sua maioria já me irrita. estranheza de um, incompreensão do outro.
mas isso me faz questionar sobre a compatibilidade. será que procuro isso mesmo? talvez isso seja o motivo da frustração. não sou compatível com pessoas normais - precisaria então de algum tipo de verme demente, como assim me caracterizo. sou um lixo, escória. vai ver que é isso. a normalidade me enoja, e futuramente terei de me contentar com algum ser com semelhante escrotisse.
uma "xxxxx" 3 (já que sou 2). brilhante deveras. mas acho que isso seria premissa de suicídio coletivo, não de algo afetuoso de algum modo.

domingo, 1 de março de 2009

considerações sobre "behausung"

a necessidade de um endereço melhor que "umnomelongoedificil" existia desde o tempo da sua criação. desse modo, cria-se "behausung". o significado da palavra traduz muito o que esse blog é.
recinto para meus pensamentos.
incrível porém que faz tempo que mudei e não precisei dizer pra ninguém o novo endereço.
isso foi esquecido e só através de uma intervenção direta da minha parte pode temporariamente tirar do esquecimento.

escrevo para o vento e isso começa me aborrecer. meus interesses se tornam nebulosos : quero minha essência pública, ao mesmo tempo que não partilho intimidades. meus textos nunca se tornarão públicos, portanto. talvez no dia de minha morte. afinal, os mortos nada receiam.
conhecerão o verdadeiro eu? Não. Concluo que não há verdadeiro nada. O ser é composto de uma pluraridade única (talvez uma unicidade plural?), e este é só mais um dos lados (talvez o mais fraco). Apesar do conceito aparentemente paradoxal, não vejo a impossibilidade dentro dessa contradição. O homem é muito mais que um simples homem, mas não passa de um simples homem. Ele é totalmente plural, mas é visto como singular - a concepção de singular dá-se através da síntese de diversas personalidades. Quando esta é difícil, julga-se defectiva - bipolarismo, multiplicidade do persona.
É realmente intrigante como a linearidade ( que não existe realmente) aparente é supervalorizada. Talvez eu seja louco, ou talvez me achem louco. Mas não pareço, porque parte de mim só é visível nessas letras claras. Realmente duvido da minha sanidade, mas na impossibilidade de ser concluir algo, apenas continuo divagando...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

malditos trocadilhos.

trocadilhos. uma "arte" tosca na sua essência.
não lembro quando começou esse vício por trocadilhos, mas provavelmente é resquício de um humor demente. tudo começou provavelmente pelo meu hábito de criar o meu "anti-humor".
anti-humor seria a arte de fazer o humor ao demonstrar coisas estúpidas, sem o mínimo efeito cômico. esse hábito provavelmente injetou aos poucos a tolerância pelo "trocadalhos" ( outro péssimo, por sinal).
atualmente noto o nível de invasão que chega tal recurso na minha escrita. comecei a admirar um certo efeito paradoxal intrínseco dos trocadilhos. concordo que é pura ilusão pensar que certa coisa adiciona algum certo charme ou brilho em divagações, mas ele realmente persiste em aparecer. coisas como "desejo de ser desejado" e "medo de ter medo" são realmente medonhas, mas apenas noto o nível de deprimência após pensar alguns segundos. ahh.. sim, são poucos segundos de uma certa euforia egocêntrica, que é seguida por um efeito de vários minutos de reconhecimento de estupidez - culpo a maldita consciência.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

meta-.

queria saber escrever. dizem que é questão de erro e tentativa. eu juro que tento.
antes formava palavras desconexas, hoje formo frases desconexas. evolução? com certeza que sim.

resultou em alguma mudança significativa? não.
não para todos.
não consigo me expressar, então não muda para mim.
não conseguem me entender, então não muda para os outros.

acho que me falta competência. sou bom só em inutilidades, como jogos e vagabundages e coisas que causam a admiração alheia : estudos, por exemplo.
mas eu queria ser bom em algo que eu realmente me esforçasse e tivesse começado do 0 : música, escrita, namoro.
incrível que sinto uma estagnação que me sufoca. estes são meus limites? às vezes até acho que regrido.
não.. não sei mais de nada.
danem-se as letras, danem-se as palavras.
danem-se as frases, danem-se os textos.
dane-se o estagnado.

sobre o quarto.

há tempos noto certa influência da atmosfera do meu quarto.
misticismo? nunca fui disso, mas o fenômeno torna-se tão freqüente que começo a pensar sobre o caso.
talvez seja um vicio psicológico, mera travessura subconsciente, mas sinto-me enojado de mim mesmo dentro do meu quarto. incrível porém que acontece exatamente ao entrar no quarto, notava isso principalmente na escola : lá eu era potencialmente tudo, mas no mesmo dia, ao entrar no quarto, resumia-me em nada.

pensei em inúmeras possibilidades além da mística, sendo a mais válida que este é um recanto onde possuo liberdade de intimidade, e ela explode de modo negativo.

é realmente assustador, lembro-me que no passado pensava "é a casa", hoje penso no quarto.
maldito quarto, que já me fez tomar atitudes ridículas. recordo que mais de uma vez tentei entrar em contato com a "coisa", fonte da atmosfera macabra. sonhei mais de uma vez com a coisa me pegando, e até hoje não sei se era sonho ou se estava acordado. malditos sonhos semi-conscientes.

a velha dona se tornou uma depressiva retardada, não quero ser um depressivo retardado. será que foi efeito dessa atmosfera? será que ela criou a atmosfera?

o que mais me assusta é que eu não sei se o que me assombra é alguma coisa ou sou eu mesmo.
não afirmo nada. isso mais me parece uma transferência de culpa.

balbuciando merda - por eu mesmo.

a morte é a mãe de muitos medos, temida por muitos, querida por poucos.

a morte é a síntese final da justiça. todos morrem, não há como morrer melhor ou pior. as pessoas apenas morrem. talvez seja a única coisa certa da vida. talvez perguntas : e o nascimento? esse poderão discordar comigo, mas não acho certo. o feto que morre não chega a nascer.. ele apenas morre. muitos discutem qual é o início da vida, mas nada ponderam sobre a morte - ela é certa.

pq temem a morte? pq querem aproveitar a vida.
a vida é o antônimo da morte, em todo aspecto. Primeiramente, é literalmente o oposto da morte. E é também contrária nas suas decorrências : a vida é injusta, alguns vivem muito e bem, outros pouco e mal; incerta, pois sempre treme sobre o abismo da morte.

deve haver algum tipo de espírito jogador intrínseco nos homens. passam a vida reclamando dos aspectos que sempre vão estar presentes nela, mas procuram fugir da solução de tudo. preferem o incerto ao certo. por que? a morte é mórbida, tediosa, maçante. a vida é perigosa, arriscada. há nisso certa generalização, mas o empirismo nunca foi feito para exceções de qualquer modo.
emoção : move a vida e também faz mortes.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Poema nº89

CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO ABSTRATO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO
CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO CONCRETO