trocadilhos. uma "arte" tosca na sua essência.
não lembro quando começou esse vício por trocadilhos, mas provavelmente é resquício de um humor demente. tudo começou provavelmente pelo meu hábito de criar o meu "anti-humor".
anti-humor seria a arte de fazer o humor ao demonstrar coisas estúpidas, sem o mínimo efeito cômico. esse hábito provavelmente injetou aos poucos a tolerância pelo "trocadalhos" ( outro péssimo, por sinal).
atualmente noto o nível de invasão que chega tal recurso na minha escrita. comecei a admirar um certo efeito paradoxal intrínseco dos trocadilhos. concordo que é pura ilusão pensar que certa coisa adiciona algum certo charme ou brilho em divagações, mas ele realmente persiste em aparecer. coisas como "desejo de ser desejado" e "medo de ter medo" são realmente medonhas, mas apenas noto o nível de deprimência após pensar alguns segundos. ahh.. sim, são poucos segundos de uma certa euforia egocêntrica, que é seguida por um efeito de vários minutos de reconhecimento de estupidez - culpo a maldita consciência.
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